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Rubem Franca

RECIFE - PE
Cadastrado em: 15/11/2007

Rubem Franca nasceu no Recife em 20 de agosto de 1923. Formado em 1947 em Medicina pela Universidade do Recife, especializou-se em Cardiologia no Hospital Matarazzo, São Paulo, (1947-1948). Licenciou-se em Geografia e História pela Faculdade de Filosofia do Recife em 1952. Trabalhou no Hospital da Restauração por mais de 40 anos, lecionou na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e nas mais destacadas Instituições de Ensino do Recife como o Ginásio de Aplicação da UFPE, Colégio Santa Maria, Colégio e Curso Radier, Colégio Padre Felix (extinto), entre outros. Casou-se com Maria Constança da Fonte Franca (Niteza) na Igreja da Soledade em 26 de março de 1952 com quem teve 8 filhos: Flávia, Sandra, Tânia, Solange, Eurico, Rubem, Guilherme e Ricardo.Rubem Franca foi um menino prodígio que, aos 13 anos já se tornara um estudioso da obra "Os Lusíadas". Considerado por Gilberto Freyre como o maior conhecedor da Vida e da Obra de Luís de Camões, memorizou e faz ainda hoje, a exegese dos 8.816 decassílabos de "Os Lusíadas". http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Lus%C3%ADadas Combate tenazmente a Astrologia como pseudociência bem como as demais crendices e superstições. É admirador da pintura e da música erudita a exemplo de Van Gogh e Beethoven.Sempre se dedicou à Astronomia tendo estudado as 88 constelações do Universo e freqüentava a Sociedade Astronômica do Padre Polman. Correspondia-se intensamente com o escritor Malbatahan, também camonista, autor de inúmeros livros sendo o mais importante “O Homem que Calculava”.José Rafael de Menezes escreveu: “Rubem Franca é uma vocação de homem de letras, plenamente um artista, com sua invulgar memória. Discípulo de José Lourenço de Lima, empolga-se com a lingüística, a dominar o Latim e o Português, para leitura dos clássicos. Um cristão, acolhe as páginas da Bíblia, sempre apto a decorar. E seu recitativo do Sermão da Montanha é um belo momento de unção e originalidade. Letra e artes se harmonizam na personalidade do escritor, poeta e historiador, ficcionista com seu saber de cientista. Um Médico Humanista, de generosa e brilhante comunicabilidade”.Alguns livros e autores preferidos: a Bíblia (especificamente, do Gênesis ao Apocalipse), Shakespeare, Manuel Bandeira, Augustos dos Anjos, Monteiro Lobato, Fernando Pessoa.VIDA INTELECTUALPublicou os seguintes trabalhos (livros e ensaios): A Seita do Samorim (Maometísmo? Bramanismo?) (UNICAP, 1963); Um passo dos Lusíadas (Lisboa, 1964); Como Entender e Apreciar Camões (Rio de Janeiro 1969); Camões e Itaparica (1973); As Armas e os Barões (UNICAP, 1974); Cronologia: Camões e seu Tempo (1974); Confederação do Equador (Edições RADIER, 1974); Frei Caneca em Prosa e Verso (1974); Camões nas Cartas de Lobato (1975); Monumentos do Recife (1977); História e Lenda, Heráldica e Humor (1976); O Canto de Leonardo (1977); Romanos nos Lusíadas (1978); Recife-Cabo Branco (1978); Gregos nos Lusíadas (1979); A Vida e seus Contrastes (1980); Ensaio Literário sobre “Os Miseráveis” de Victor Hugo (1985); Arabismo: Uma Mini-Enciclopédia do Mundo Árabe (1994); Pintura Moderna (1995); Dante Alighieri (2005).Trabalhos a Publicar: Concretismo Camoniano; Passatempos Camonianos; Curiosidades e Estilo dos Lusíadas; Transporte nos Lusíadas; A Bíblia nos Lusíadas; Atlas Camoniano; Homo Sapiens; Caleidoscópio; Teste Ilustrado de Cultura Geral; Spinoza – Ateu ou Teísta; Duas Semanas em Portugal; Paris e Londres; Dez Cantos – Uma Síntese dos Lusíadas.OPINIÕES SOBRE RUBEM FRANCA E SEUS TRABALHOSGilberto Freyre à imprensa de Lisboa: “’E um caso único no mundo”.Luís da Câmara Cascudo: “Grato pelos trabalhos, admirados e relidos. Aleluia! Você agora é meu livro de cabeceira. Camões é explicado e esmiuçado muito bem por você. Obrigado”.Hernani Cidade, escritor português: “Admirei nos seus trabalhos a abundância da informação, tanto como a justeza dos juízos críticos. Seu camonismo é lúcido e comunicativo”.A. da Silva Melo: “O seu conhecimento dos Lusíadas encheu-me de espanto e admiração, e deu-me uma interessante perspectiva sobre a sua personalidade intelectual”.Nilo Pereira: “Rubem Franca é um camoniano total. Não apenas porque é capaz de dizer Os Lusíadas todos, mas porque interpreta o Poeta como crítico e mesmo como filólogo”.Aldina Furtado, filóloga de Brasília: “O Dr. Rubem Franca nos proporcionou momentos inesquecíveis com seu entusiasmo por Camões, sua simpatia, brilhante inteligência, profunda cultura e extrema simplicidade”.HOMENAGENS E TÍTULOS RECEBIDOSHomenagem em Lisboa e Sintra pelo governo de Portugal (1987).Título de Chevalier de L´Ordre des Arts et des Lettres (Cavaleiro da Ordem e das Letras), pelo Ministro da Cultura e da Comunicação da França Monsieur François Leotard, pelos seus estudos e desenhos de Victor Hugor (1988).DESENHOS E AULASPercorrendo as ruas do Recife, ele desenhou casas, monumentos, placas comemorativas, pontes, praças, tudo estreitamente ligado à história da cidade, num dos mais minuciosos trabalhos de pesquisas já realizados, Rubem Franca, fez sempre do desenho a “sua maneira de ensinar as coisas”. Mais do que isso: uma maneira de vivê-las. Em suas aulas, os alunos se sentiam ligados ao presente eterno de que é feita a História, muitas vezes percorrendo os caminhos da velha Grécia ou do Império Romano, participando das lutas e rebeliões, vivendo os dramas e as angústias da evolução da Humanidade. Versátil, divertido, profundamente inteligente e sensível, desenhava na lousa os acontecimentos e a trajetória do homem, entre poemas de Camões e Fernando Pessoa. Era um ator em sala de aula, ensinando com a vivacidade do declamador.PASSAGENS MARCANTES E PITORESCASRubem Franca participou ativamente de movimentos contra a expansão nazista durante a Segunda Grande Guerra Mundial. Na esquina do Café Lafayette (rua do Imperador com 1° de Março-Recife), junto com colegas acadêmicos de Medicina, enforcam” o “führer” Adolf Hitler e fazem campanha para a compra do avião de treinamento, que veio a ser batizado com o nome de “Carlos Chagas”.Em 1978 fez com seu filho, também médico, Guilherme Franca, caminhada pela faixa litorânea entre o Recife e a cidade de João Pessoa-PB, buscando entre outras coisas o registro das paisagens naturais como as coloridas falésias que emprestam deslumbrante beleza à extensa faixa do litoral paraibano, assim como a visita a Ponta do Seixas, extremo oriental do continente americano.

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