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Jornal iTEIA

04.11.2018 - 05h50

JOVEM ATIVISTA CLAMA QUE SALVEM A MULHER ZUNGUEIRA DE ANGOLA

Jovem zungueira luta pelo direito de todos poderem trabalhar na Zunga

Roberto Leal

ampliar Roberto Leal
Jovita Kifinamene é voz Zungueira no Uige in Angola


Uma jovem ativista cultural, poetisa, mãe
de família e zungueira vêm chamando atenção nas redes sociais com a sua
campanha contra a “Operação Resgate” desencadeada pela Policia Nacional em
Angola, a mando do Subcomissário Orlando Bernardo, ela é Jovita Dimbenzi
Kifinamene, tem apenas 26 anos, mas já vive preocupada com toda uma classe de
mulheres guerreiras, que é oprimida pelo sistema arcaico angolano de tratar o
pobre trabalhador da Zunga, com um descaso irrelevante para o governo
democrático que vem fazendo o PR João Lourenço. Ela ver violência contra todas
as mulheres do mundo, quando se tira os seus direitos ao trabalho, quando as tiram
das suas bancadas de ganhar o pão, são essas mulheres guerreiras que movimentam
parte da economia desse país, são quem alavancam o comércio informal. O governo
precisa é legalizar, organizar, cadastrar e não oprimir e condenar a sarjeta,
as mulheres angolanas.


Ela vai muito mais longe quando no seu
discurso diz: "Nós as mulheres angolanas somos parte da economia desse
país, trabalhamos para alimentar nossas famílias, somos parte dessa sociedade
opressora que não nos protege; somos parte do Patrimônio Cultural Imaterial da
Humanidade; só faltando sermos reconhecidas; somos figuras históricas na
Cultura e nos Costumes desta nação e merecemos respeito... Deixem as mulheres
angolanas trabalhar, para que a fome não volte a se alastrar como uma PESTE por
esse país a fora. E não acho justo, pois também os ambulantes homens terão o
incentivo para engrossar a lista dos desempregados no país e entrar para essa
estatística negativa ainda nesse novo governo, o que aumentará a fome, implementará
a miséria desordenadamente e incentivará a criminalidade, como também a
prostituição, principalmente entre a juventude".


 


Ela que criou uma petição que começa a circular nas
redes sociais e é com essa acção que ela pretende mostrar a sua indignação para
o mundo e pedir que as mulheres desse mundo apoie essa luta assinando e
compartilhando a petição:     
https://secure.avaaz.org/po/petition/O_Governo_do_atual_presidente_Joao_Lourenco_VAMOS_SALVAR_A_MULHER_ZUNGUEIRA_DE_ANGOLA/share/?new  Ela espera
que ativistas de todo mundo entre nessa luta pela dignidade da Mulher angolana,
a mulher de África. “O mundo deve ter a solidariedade necessária para salvar a
mulher zungueira, um patrimônio do Berço da Humanidade, desse tipo de violência
que é a violação dos seus direito ao trabalho”. Palavras de jovem líder
zungueira na província do Uige/Angola 
Jovita Kifinamene Leal. O seu perfil no
facebook esses dias estará a serviço dessa campanha.


Ela clama pela sensibilidade e
compreensão do Excelentíssimo Senhor Presidente da República General João
Gonçalves Lourenço, que pense e volte atrás dessa manobra que não é considerada
uma atitude sábia diante do abalo que proporcionará na base do seu governo, com
uma revolta popular, principalmente se tratando das mulheres, que é maioria na
estatística populacional angolana.


Diante de uma Operação dessa, batizada de
RESGATE, na realidade a população não sabe o que procuram resgatar, onde
resgatar e o que resgatar? Proibindo as mulheres e os ambulantes de trabalhar,
fechando portas de sobrevivência da família e abrindo covas em cemitérios e
vagas nos presídios para amontoar o povo... “É esse o governo de renovação, de
transparência e de solidariedade que o MPLA-Movimento Pela Libertação de Angola
tem para nós angolanos, quando esse país vai mudar e parar para pensar no seu
povo, a ordem seria? Primeiro o angolano, segundo o angolano, terceiro o
angolano e quarto o angolano, sejamos humildes e lembremo-nos desse discurso”,
foi bastante taxativa parafraseando o líder da UNITA - União Nacional pela Independência
Total de Angola, Dr. Jonas Savimbi.


O combate da
“Operação Resgate” será extensiva aos  mercados
informais, praças, zungas, armazéns e oficinas instaladas ao longo dos
principais eixos viários, "com influência negativa na circulação
viária", alega as autoridades, são os mercados informais nas zonas
pedonais e nas passarelas de pedestres, e à venda de produtos de roubo e de
furto, como para peças para viaturas e telemóveis. Dentre muitos outros eixos
de autuações.


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