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Jornal iTEIA

01.11.2018 - 23h28

JOVEM ATIVISTA CLAMA QUE SALVEM A MULHER ZUNGUEIRA

A violência ameaça um Patrimônio Cultural Imaterial Humanidade: a Mãe Zungueira

Roberto Leal

ampliar Roberto Leal
Uma jovem Zungueira a serviço das mulheres de Angola

Uma jovem ativista cultural, poetisa, mãe
de família e zungueira vêm chamando atenção nas redes sociais com a sua
campanha contra a “Operação Resgate” desencadeada pela Policia Nacional em
Angola, a mando do Subcomissário Orlando Bernardo, ela é Jovita Dimbenzi Kifinamene,
tem apenas 26 anos, mas já vive preocupada com toda uma classe de mulheres guerreiras,
que é oprimida pelo sistema arcaico angolano de tratar o pobre trabalhador da
Zunga, com um descaso irrelevante para o governo democrático que vem fazendo o
PR João Lourenço. Ela ver violência contra todas as mulheres do mundo, quando
se tira os seus direitos ao trabalho, quando as tiram das suas bancadas de ganhar
o pão, são essas mulheres guerreiras que movimentam parte da economia desse
país, são quem alavancam o comércio informal. O governo precisa é legalizar,
organizar, cadastrar e não oprimir e condenar a sarjeta, as mulheres angolanas.


Ela vai muito mais longe quando no seu
discurso diz: "Nós as mulheres angolanas somos parte da economia desse
país, trabalhamos para alimentar nossas famílias, somos parte dessa sociedade
opressora que não nos protege; somos parte do Patrimônio Cultural Imaterial da
Humanidade; só faltando sermos reconhecidas; somos figuras históricas na
Cultura e nos Costumes desta nação e merecemos respeito... Deixem as mulheres
angolanas trabalhar, para que a fome não volte a se alastrar como uma PESTE por
esse país a fora. E não acho justo, pois também os ambulantes homens terão o
incentivo para engrossar a lista dos desempregados no país e entrar para essa estatística
negativa ainda nesse novo governo, o que aumentará a fome, implementará a miséria
desordenadamente e incentivará a criminalidade, como também a prostituição, principalmente
entre a juventude".


 


Ela que criou uma petição que começa a circular nas
redes sociais e é com essa acção que ela pretende mostrar a sua indignação para
o mundo e pedir que as mulheres desse mundo apoie essa luta assinando e compartilhando
a petição:      
https://secure.avaaz.org/po/petition/O_Governo_do_atual_presidente_Joao_Lourenco_VAMOS_SALVAR_A_MULHER_ZUNGUEIRA_DE_ANGOLA/share/?new  Ela espera
que ativistas de todo mundo entre nessa luta pela dignidade da Mulher angolana,
a mulher de África. “O mundo deve ter a solidariedade necessária para salvar a
mulher zungueira, um patrimônio do Berço da Humanidade, desse tipo de violência
que é a violação dos seus direito ao trabalho”. Palavras de jovem líder
zungueira na província do Uige/Angola Jovita
Kifinamene Leal
. O seu perfil no facebook esses dias estará a
serviço dessa campanha.


Ela clama pela sensibilidade e compreensão
do Excelentíssimo Senhor Presidente da República General João Gonçalves Lourenço,
que pense e volte atrás dessa manobra que não é considerada uma atitude sábia
diante do abalo que proporcionará na base do seu governo, com uma revolta
popular, principalmente se tratando das mulheres, que é maioria na estatística populacional
angolana.


Diante de uma Operação dessa, batizada de
RESGATE, na realidade a população não sabe o que procuram resgatar, onde
resgatar e o que resgatar? Proibindo as mulheres e os ambulantes de trabalhar,
fechando portas de sobrevivência da família e abrindo covas em cemitérios e vagas
nos presídios para amontoar o povo... “É esse o governo de renovação, de transparência
e de solidariedade que o MPLA tem para nós angolanos, quando esse país vai
mudar e parar para pensar no seu povo, a ordem seria? Primeiro o angolano,
segundo o angolano, terceiro o angolano e quarto o angolano, sejamos humildes e
lembremo-nos desse discurso”, foi bastante taxativa parafraseando o líder da
UNITA Jonas Savimbi.


O combate da “Operação
Resgate” será extensiva aos  mercados
informais, praças, zungas, armazéns e oficinas instaladas ao longo dos
principais eixos viários, "com influência negativa na circulação
viária", alega as autoridades, são os mercados informais nas zonas
pedonais e nas passarelas de pedestres, e à venda de produtos de roubo e de
furto, como para peças para viaturas e telemóveis.
Dentre muitos outros
eixos de autuação.


 


 

Publicado por: Roberto Leal em 01.11.2018 às 23h49
Tags: angola, zungueira, operação resgate, ativista, zunga
Canais: Políticas públicas

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